Por Vladimir Platonow, especial para o Yahoo! Brasil
O festival Rock in Rio está de volta ao Brasil, depois de 10 anos. Durante seis dias, entre 23 de setembro e 2 de outubro do próximo ano, mais de 100 artistas se apresentarão em uma nova área de 150 mil metros quadrados, no Rio de Janeiro, que será especialmente construída para abrigar os shows, no bairro de Jacarepaguá, mesma região onde aconteceu a primeira edição do evento, em 1985.
Em coletiva realizada nesta segunda-feira (16), o empresário Roberto Medina - responsável e criador do Rock in Rio - apareceu cercado de artistas como Pitty, Sandra de Sá e Rogério Flausino, além do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Durante a apresentação, Medina estimou que a próxima edição deve ter um público de 120 mil pessoas por dia, que contarão com uma estrutura completa de lazer e diversão.
O empresário não confirmou as atrações internacionais que estarão presentes, mas adiantou quatro nomes que sonha em trazer: Guns N´ Roses, Radiohead, Iron Maiden e Shakira. Além dos músicos que participaram da coletiva, ele disse que entre os artistas nacionais espera contar com nomes como Frejat, Evandro Mesquita, Marcelo D2, Cidade Negra, Capital Inicial, Ed Motta e Ivete Sangalo.
"Não dá para antecipar agora. É hora de pesquisar os nomes. O importante é que haverá um dia para cada gênero de música: um dia para eletrônico, heavy, pop, rock pesado e alternativo", explicou.
Segundo Medina, a confirmação das atrações deve acontecer até março do próximo ano. Haverá venda antecipada de ingressos, que devem custar em torno de R$ 180 a inteira e R$ 90 a meia-entrada.
Para o empresário, o conceito do novo Rock in Rio é o de promover um "parque temático da música". Além do palco principal, com 100 metros de extensão, onde se apresentarão as grandes atrações, haverá outro menor, para 20 mil pessoas, destinado a encontros entre bandas de diferentes estilos, antes e nos intervalos dos shows principais.
Fechando cada noite, entrará em cena a música eletrônica, em uma tenda comandada por DJs que vão embalar o público até as 5h. Para o descanso, a paquera e a alimentação, haverá uma área de convivência batizada de Rock Street, com 30 lojas e lanchonetes.
Ao contrário do primeiro Rock in Rio, a lama não deve ser uma marca do evento, pois o espaço será todo forrado com grama artificial. Também será montado um parque de diversões, com atrações como tirolesa, roda gigante e kaboom.
Medina estimou em R$ 100 milhões o investimento total no evento, incluindo R$ 35 milhões em promoção e mídia e R$ 65 milhões na produção do espetáculo, incluindo os cachês dos artistas. A prefeitura do Rio está investindo outros R$ 40 milhões na infra-estrutura do terreno, que ficará como legado para a cidade e abrigará uma área de convivência para os atletas nas Olimpíadas de 2016, situado perto do Autódromo de Jacarepaguá.
O acordo entre Medina e o prefeito Eduardo Paes prevê a realização de pelo menos três edições do festival na área, uma a cada dois anos.
O Rock in Rio já aconteceu três vezes no Brasil: 1985, 1991 e 2001. Depois, o festival foi exportado para a Europa e ganhou edições em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010), na capital Lisboa. A versão mais recente é a espanhola, realizada em 2008 e 2010, em Madri.
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